sábado, 19 de abril de 2008

AUTO RETRATOS INSPIRADOS NA ARTE DO SÉC XX

O 9ºAno iniciou o segundo período com uma visita de estudo a Lisboa à Colecção Berardo. Esta visita foi o pontapé de arranque para a realização de um auto retrato inspirado num pintor (obra) do século XX. Os alunos visualizaram também uma apresentação em power point sobre a evolução do rosto ao longo da história da arte (esta apresentação está neste blog). Resultou um trabalho muito variado e rico em termos de movimentos artísticos estudados. Para completar este trabalho foi realizado um trabalho de pesquisa na disciplina de História (o trabalho interdisciplinar sempre presente...)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

ILUSTRAÇÃO DE POEMAS

Os alunos do 9ºano realizaram ilustrações de poemas. Utilizaram técnicas à sua escolha. O resultado plástico foi muito rico e motivou bastante a maioria dos alunos. Fica aqui uma amostra desses trabalhos. No próximo dia 23 de Abril será inaugurada a exposição desses trabalhos na biblioteca da escola. A exposição estará patente até ao dia 30 de Abril.
A título de exemplo fica aqui um poema de Camões ilustrado pela Eliana (9ºE)



Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Camões

Composição com perspectiva (Op Art)-9ºAno

terça-feira, 18 de março de 2008


Desenho: Nataniel Miranda 9ºB

A Mulher

Um ente de paixão e sacrifício,
De sofrimentos cheio, eis a mulher!
Esmaga o coração dentro do peito,
E nem te doas coração, sequer!

Sê forte, corajosa, não fraquejes
Na luta; sê em Vénus sempre em Marte;
Sempre o mundo é vil e infame e os homens
Se te sentem gemer hão-de pisar-te!

Se às vezes tu fraquejas, pobrezinha,
Essa brancura ideal de puro arminho
Eles deixam pra sempre maculada;

E gritam então os vis: "olhem, vejam
É aquela a infame!" e apedrejam
A pobrezita, a triste, a desgraçada!

Florbela Espanca